segunda-feira, 19 de agosto de 2013

confusão!

É agoniante não saber o que fazer. Ficar na dúvida entre a impulsividade e a calmaria. Aqueles momentos nos quais você se enche de perguntas e não consegue responder nenhuma delas.  Pedir ajuda dos amigos às vezes ajuda, mas muitas vezes atrapalha. Por mais que o teu amigo te conheça, por mais que ele tente dar sempre os melhores conselhos, existem momentos em que é necessário voltar-se pra dentro e ouvir o que o seu interior tem a dizer... 
Eis que resolvi voltar-me pra dentro ao som do meu velho amigo Chico Buarque, bom, se antes eu não sabia o que fazer, agora sei menos ainda. 
Complicado. 

domingo, 11 de agosto de 2013

Você caiu do céu, um anjo lindo que apareceu...


Sabe aquela história de não correr atrás das borboletas e cuidar do jardim pra que elas venham até você, pois bem, precavida como sou sempre cuidei do meu jardim, mas quando aparecia de longe uma borboleta cuidava de correr atrás também, vai que, né?
Não que eu não tenha um sex appeal, mas por incrível que pareça, apesar de ótima conselheira, no quesito "conquista" costumo me embananar por completo e a sensualidade vai pro espaço. 
Toda essa coisa de jogar, de mistérios, fingir que ta afim, de falar sobre assuntos diversos, dizer que gosta de filmes que nunca viu, de bandas que nunca ouviu, inventar desculpas pra não sair, pra não mandar mensagem, pra não ligar... Sei lá, é tudo muito impossível pra mim. E as pessoas mentem ao dizer que gostam de sinceridade. A verdade assusta.  Incomoda. E eu costumo me entregar mesmo, mergulhar de cabeça... Ou vai ou racha! Geralmente racha. Mas dessa vez, não é que sem querer querendo, foi.  
Me apaixonar é algo normal pra mim, quebrar a cara, então, normalíssimo. Desde que terminei um namoro longo e um tanto quanto conturbado, tenho me aventurado por completo nesse lance do amor. Ás vezes tento segurar a onda, mas não dá. Se eu fico afim, já era. Ligo, mando mensagem, mando música, poesia, chamo pra sair, pra comer, pra ver filme, pra dançar, pra viajar, pra casar e ter filhos em outro país. Aí vou desanimando aos poucos, vou percebendo que não estamos falando a mesma língua, ou vou sendo naturalmente ignorada, e aí deixo falar mais alto o amor próprio que vive escondido em mim, e largo de mão. 
Não entendo pessoas que se relacionam por se relacionar. Que ficam pelo que veem a sua frente e não pelo que sentem. Me chamam de louca por imaginar uma vida inteira ao lado de quem acabo de conhecer, louca pra mim é quem se entrega pro presente, a la carpe diem, qual é?? Planejar é preciso. E se é só o presente que te prende a alguém, pode ter certeza que não passa de uma atração física, e numa boa, atração física a gente pode deixar passar. 
Difícil é deixar passar uma conexão mental. Aquele cara que quando seu celular vibra você fica imaginando se foi ele que respondeu sua mensagem. Espera ansiosamente por um convite e já aceita de prontidão. Tudo lindo, conversas e mais conversas, ambiente propício, álcool na cabeça. Climinha rolando. É, rolou. Muita coisa em comum, papo fluindo como nunca. Bateu com seu planejamento. Férias em lugares paradisíacos, uma vida a dois fantástica. Você lendo na varanda enquanto ele prepara o almoço. Um ótimo relacionamento com a família, com certeza será um bom pai. Pronto, é ele. Achou. Na mosca. Não é um Tom Cruise da vida, mas tem uma barbinha pra lá de sensual...  
É, mas como sempre faço algo errado. Não sei em que medida, e nem sei se dessa vez a culpa foi mesmo minha, mas de repente, outra na jogada. Assim de supapo, no susto. Quase te faz cair do salto, principalmente você que não está muito acostumada a esse lance de ser mulherzinha. Tudo bem que homem ta difícil no mercado, mas disputar por um? Ah, francamente. Eu não me rebaixaria a tanto. Não me imagino criando uma cena de ciúmes ou fazendo um escândalo em público. Não sou a mais discreta das mulheres, mas me assusta a ideia de implorar pela atenção de alguém. E aí, só me resta aceitar resignadamente, e como o papo nunca foi de paquera, torcer para que a amizade se mantenha, se é que isso é possível. 
Mas de repente, em meio a tanta gente arrumada, mulheres com seus penteados e maquiagens... Em meio a todo aquele teatro, imitando em alguns aspectos os antigos bailes nos palácios, você se descobre minúscula, quase insignificante e acaba descontando no whisky, companheiro de todas as mulheres... opa, acho que não, ein? Mas se mais mulheres bebessem whisky menos pessoas receberiam mensagens, isso é fato. O whisky te mantém um tanto quanto orgulhosa, até certo ponto. E age sobre uma área do teu cérebro que tenta te impedir de vexames, diferentemente da vodka que te faz logo cair no chão de pernas abertas pra quem quiser ver. 
Eis que entre uma dose e outra surge um cara. Não, ele não é o galã da festa, e também não tem a barbinha sensual. Ele é só um cara, um cara normal. Você olha e pensa "deve estar bêbado e vai dar em cima de mim". Mas depois se olha e pensa "ah, não to em condições de exigir, né?". Iniciam uma conversa, uma boa conversa de antigos conhecidos. Normal. De repente esse cara que até então era só um cara vira O cara. Você cospe nele tudo o que está pensando sobre aquela festa. Desabafa como se ele fosse um amigo, fala do coração partido, chama pra dançar como se fosse conseguir provocar ciúmes no babaca de barba acompanhado da barbie. Aquele olhar, o jeito como ele fala com você. Em instantes, de minúscula você se sente uma gigante. Se sente mais bonita do que todos os vestidos de rendas e paetês com o seu verdinho básico. Se sente única, afinal, esse cara normal, esse cara legal, te acha interessante. Ele se interessou por você. E não foi pelo seu decote ou pra se aproveitar do excesso de álcool. Ele tem interesse em te ouvir falar. Mesmo que seja pra falar de outro cara. Ele ta de boa, quer ficar ali, com você. E aí no dia seguinte você descobre que se ele pudesse teria ficado mais tempo ali. 
No dia seguinte você ouve uma bela explicação pela situação desconfortável que se criou com aquele outro cara do começo, o que tinha tudo a ver comigo, o que seria meu futuro marido após uma cerimonia a céu aberto no pôr-do-sol. Como uma boa brasileira, tenta não largar o osso, não desistir. Quer continuar nessa disputa praticamente vencida. Acaba indo pra um lugar que não queria, assistir a show de bandas que não suporta, em meio a pessoas estranhas com uma probabilidade minima de encontrar alguém legal. Vai lá pra agradar uma amiga que queria muito ir. Entre tantas pessoas que estavam naquele show, sua amiga fica afim justo do amigo do cara. O cara ta lá com a barbie, e de repente está você, a sua amiga, o paquera da sua amiga, o cara que até antes de ontem seria seu futuro marido e a barbie que a partir de agora é a futura namorada do cara. QUE SITUAÇÃO, ein? 
Passou, acabou. E agora definitivamente você não quer mais ficar com o cara, ou pelo menos você que acreditar que não quer mais. E como não basta você se convencer disso, faz questão de deixar claro pro cara que você não tem mais interesse nele, e claro que o cara, pra entrar nesse joguinho patético da conquista, finge que acredita em você e finge que também faz questão, apenas, da sua amizade. 
Aí, graças a tecnologia o segundo cara da jogada, o que te ouviu na festa, o que reparou em você, resolve puxar um assunto e emendar com um convite pra sair. Bom, não era dele que você queria receber um convite, mas mesmo sem ler seu manual, parece que mais uma vez, o cara normal, acertou em cheio. Te chamou pra comer, te chamou pra comer peixe. Sensacional. Eu vou, claro que vou. Assim me distraio um pouco, converso com alguém que está de fato interessado em mim. Não vou ficar com ele, sei me controlar. Vou deixar claro que não to afim, que não dá. Ops, não deu. Clima propício, só vocês dois, cenário bucólico e romântico, cervejas no sangue e ele consegue te dar bons motivos pra ficar com ele. Ele quer ficar com você. E você sabe disso desde o momento que ele te olhou entrar no carro. Você não queria tanto, mas acaba cedendo. Está triste, magoada, e ele ta ali, levantando teu ego e te dizendo o quanto você é linda e interessante e inteligente e o quanto ele te "considera". 
Antigamente pra uma pessoa manter contato com dois pretendentes ela teria, no mínimo, dores no pulso por escrever tantas cartas. Hoje em dia é fácil manter dois, três, quatro, dez ao mesmo tempo. Alimentando com frases feitas ou contando como foi o dia. 
Eu particularmente detesto esse tipo de coisa, isso não faz bem pro meu ego, e não faz eu me sentir uma pessoa super desejada. Definitivamente não fico deixando coisas mal resolvidas, como já disse, ou vai ou racha. Mas nenhum dos dois mora aqui, não iria arrancar pedaço manter um contato inocente, iria?
Acontece que aos poucos o que antes era super interessante e que vc não queria simplesmente abrir mão, passa a perder a graça a cada haha desinteressado enviado. E aquele lá, pelo qual você não dava nada se torna sua conversa preferida. Entre um papo e outro surge um programa a dois, uma viagem que tem tudo pra ser inesquecível. Pela primeira vez, em muitos anos, você não está perdida sem saber o que fazer ou como agir. Com ele você não tem medo de jogar a real, não tem medo de falar demais, de assustar. Você sabe que ele não vai fugir de você. Vocês falam a mesma língua e ele curte planejar as coisas com você. Entre fotos do dia a dia e declarações inocentes de saudades, você começa a acreditar em anjos e se vê cantando pela casa, abestadinha "pra renovar meu ser, faltava mesmo chegar você, assim sem avisar e acelerar um coração que já bate pouco de tanto procurar por outro, anda cansado, mas quando você está do lado fica louco de satisfação, solidão nunca mais"

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entrega!

Eu sempre fui de me entregar total, do tipo que mergulha de cabeça no rio. Vai fundo, sem medo!
Garanto a vocês que é mais seguro pular num rio de pedras do que se entregar a uma pessoa.

Vou postar o trecho de uma mensagem que recebi ontem a noite e que me comoveu bastante.
Acho muito pouco provável que o autor da mensagem chegue a ler isso aqui, então lá vai...

"Tentei colher informações a seu respeito de uma maneira bem sutil e fiquei muito impressionado. Você não é indiferente pra ninguém. Todos tem uma opinião a seu respeito, seja boa ou ruim, mas tem. E o que eu extrai de tudo isso é que você não faz questão de agradar qualquer pessoa, mas se entrega pras pessoas que te agradam. Você se entregou pra mim, faltou braço"


Um ótimo dia! Vou fazer desse blog uma rotina :)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amor!

Não frequento igreja, não tenho religião, falo alto, falo palavrão. Não sei sentar direito, não sei me controlar diante de uma injustiça. Dirijo rápido, consumo bebida alcóolica com frequência. Tenho pouco juizo, tenho muitos planos, defendo o meio ambiente. As vezes falto aula, as vezes falto o trabalho. Mas o que faz com que eu não me sinta inferior a ninguém nesse mundo, é a minha capacidade de amar. Meu Deus é o amor, minha religião é o amor! O amor é a única cura pra esse caos em que vivemos, e quando você é apunhalado pelas costas por alguém a quem você deu tanto amor, você pode ate sentir-se triste, mas sente-se, sobretudo, SUPERIOR!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Enlaçando

Publicado no facebook em: 04 de dezembro de 2010

"Odeio a maldade das pessoas! Odeio os nós que se criam, sim isso mesmo, NÓS. Laços são lindos, coloridos, fofos! Criar laços é maravilhoso. Mas tem gente que insiste em atar um nó, nó cego que só se desfaz com faca ou tesoura. Nós são feios, grosseiros! Crie laços, não nós. A gente viveria melhor sem nós. Peixos!"

terça-feira, 26 de março de 2013

Don't think twice it's all right

Bom, o título dessa postagem é uma música do Bob Dylan, muito boa por sinal, que eu tive o prazer de ouvir ao chegar no trabalho, graças ao meu amigo Léo ;)
Pois bem, é estranho escrever como se estivesse escrevendo para alguém, sendo que ninguém mais vem ao meu blog.
Mas esse é um post para anunciar o meu retorno a isso daqui!
Esse ano merece um dedicação especial e muita escrita...
Para recuperar tudo o que não escrevi em 2012 vou ficar postando algumas coisas que escrevi no facebook e achei legal. Dai eu indico a data pra não ficar muito bagunçado.
Bom, é isso, eu voltei! hehe


sábado, 4 de junho de 2011

Só desejava campina, colher as flores do mato

"Essa menina ainda vai longe". Qual a real necessidade em ir longe? Por que ir longe? Será que o que eu fizer longe eu não posso fazer perto? Será que pra ir longe eu teria que me desfazer do que está aqui, ao meu lado, ao meu alcance? Por que não se preocupar com o próprio entorno? Por que as pessoas insistem em sempre ir para algum lugar ou chegar a algum lugar? Aonde queremos chegar? Para onde estamos indo? Por que não nos preocupamos mais com o que estamos fazendo? Talvez assim trilhemos um caminho divertido, e aí quando chegarmos a algum lugar, não acharemos que estamos longe e sim onde gostaríamos. Estar longe me remete a distância, distância me remete desligamento, que me remete a nostalgia, que me remete a saudades e que, vez por outra, pode me remeter a arrependimento. Eu prefiro ir perto, prefiro chegar perto, prefiro ficar perto. Estar perto me remete a proximidade, que me remete a compaixão, que me remete a cuidados, que me remete a preocupação. Quem vai para longe não se liga no caminho, porque quer chegar e porque por ser longe, provavelmente vai demorar e quem vai pra longe não tem paciência, quem vai pra longe, não sabe esperar... Quem vai pra longe, simplesmente vai. Eu sinceramente não entendo essa necessidade que as pessoas tem de "vencer na vida", talvez elas nem sequer saibam o que de fato significa vencer na vida. Meu pai adora me ensinar as coisas através de metáforas ou exemplos de vidas alheias, assim como ele sonha com o dia que eu vá ler a biografia de alguém. Eu acho biografias um atentado contra a vida, na realidade. Mas isso é outra coisa, deixa eu voltar pro meu foco, viu?! Eu definitivamente não conseguiria ir longe, eu sempre traçaria o caminho mais longo, e rodaria, rodaria, sem sair do lugar. Ir longe me dá ideia de linha reta e contínua, me dá ideia de uma vida linear... E, particularmente, eu sempre preferi os círculos, os ciclos!
Enfim, só um desabafo de uma menina que não vai longe, porque não quer ir longe, porque não acha que longe seja um lugar legal, e porque sabe que ficando por perto pode fazer muito mais do que indo pra longe.

"todo mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpada" (Gabriel García Marquez)

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Mas as ondas não têm hora, morena...

E se eu ouço isso, eu me vejo, eu me espelho, eu me imagino em você. Eu te imagino em mim, eu te imagino comigo, eu imagino! Eu te desejo pra mim, e eu te quero pra mim, e eu te quero dentro de mim e eu te dividiria com uns poucos e bons, porque meu sentimento ultrapassa a posse. E eu me desespero e te espero e me visto e me dispo pensando em ti! E eu corro ao teu encontro, mas fujo do teu oi e forjo um adeus com medo de sofrer. E ainda assim eu sofro, por não saber fugir, por não saber forjar... Por só saber ficar ao teu lado sem que seja preciso insistir, sem que nem sequer seja preciso pedir! E assim tão perto e tão longe de ti e sem coragem de dizer o que acontece comigo mas ao mesmo tempo morrendo de vontade de saber o que se passa contigo. E sem saber agir, e sem saber o quê e como fazer... E querer fazer, e querer te atingir ou me atingir e me destruir ou me destacar pra ti, ou me fazer perceber, me fazer reparar, me fazer notar. Ser notada, te contar. E te fazer relembrar do que ainda não há. Não há recordações, ainda não há beijos de amor, ainda não há esse querer ilimitado, esse sentimento maltratado essa vontade de te ver. Tudo é tão rápido e passageiro que o teu silêncio e mistério me prenderam. E eu me surpreendo e embora eu negue a cada segundo que passa, eu só me prendo e me perco e te perco sem te ter...
O fato é que é intenso, profundo e lento, como uma lâmina a ferir e rasgar tudo por dentro, ou como uma onda do mar, a salgar, a molhar...


de partir ou de voltar"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ela jura que tem um coração...

Nas horas em que o nosso corpo fala mais alto, no momento em que sentimos a importância de cada um de nossos órgão, músculos e ossos é que se tem vontade de ser capaz de abstrair-se da matéria em busca de um perfeito equilíbrio espiritual. O estômago reclama da bebida de má qualidade, a boca, bem seca, reclama dos excessos da noite anterior, o joelho direito reclama do excesso de estudo, sempre na mesma posição, as canelas reclamam de pancadas ocasionais, a cabeça reclama de tudo isso junto e um pouco mais. E o coração, ah... O coração reclama de ter que reconstruir-se a cada momento, reclama por estar em constante exercício, reclama por falta de espaço pra abrigar tantos sentimentos misturados e tantas pessoas que chegam sem pedir licença, como posseiros.
São tantos os planos, são tantas as metas... Há tanto para se fazer, e mesmo assim ainda há tempo e espaço para se apaixonar, para amar, para sofrer - não necessariamente nessa ordem. As pessoas se diferem pelo que dão importância, pelo que valorizam. E são também os valores que as unem, que as deixam semelhantes. É quase isso que me faz não acreditar em alma gêmea ou em par perfeito. E é exatamente isso que faz com que eu me apaixone todos os dias... Nós, em geral, em nossos relacionamentos, cedemos um pouco, escondemos um pouco, mostramos apenas parte do que realmente temos para mostrar.
Como um dispositivo de defesa, eu geralmente procuro mostrar o meu pior. As pessoas, hoje em dia, já se conhecem cheias de pré-compreensões, tem dentro de si opiniões alheias e das mais diversas, e em meio a um eterno baile de máscara acabam escondendo-se, sempre por medo. Eu gosto de surpresas, eu gosto de ser surpreendida e eu adoro surpreender.
Sem mais delongas, o sono me consome e amanhã é uma bicicleta que vai me consumir...

Digamos que eu esteja em mais uma fase da minha vida, que assim como os joguinhos de videogame, será cheia de obstacúlos e de vidas, e de brindes e surpresas! Espero chegar logo no chefão.
Peixos!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lágrimas e chuva!

Eu gosto de chorar, eu sempre gostei de chorar, pra falar a verdade. Choro nem sempre é sinônimo de tristeza e sorriso, definitivamente, não é sinônimo de felicidade. A felicidade, pelo menos a minha, está em coisas tão pequenas, simples e imperceptíveis aos sentidos dos insensíveis que eu mesma nem sei se sou capaz de sorrir todas as vezes que me sinto realmente feliz, mas sei que sou capaz de chorar todas as vezes... que me sinto só! E sei que me sinto só sem necessariamente o estar, assim como sei que nem a melhor das companhias me impediria de chorar em um dia realmente triste.

Meu sorriso não passa de uma máscara, assim como essas usadas no carnaval, assim como é usado no carnaval. Ora, quem é que não sabe sorrir? Mas se quiser eu elenco várias pessoas incapazes de chorar, do contrário só ganhariam o Oscar os comediantes. Chorar sim é difícil, embora sofrer seja fácil. Chorar é o mesmo que se entregar ao sentimento, e para se entregar a felicidade não basta sorrir. Vejam bem, eu não quero retirar de ninguém os sorrisos ainda que falsos, aiinda que fantasiosos, ainda que mascarados. Todos querem estar com quem sorri, e são os sorridentes que ensejam nos outros histórias para contar, são os sorridentes também que viram motivo de inveja. Mas ninguém nunca parou pra pensar que talvez a grama do vizinho seja mais verde porque ele a rega todos os dias com lágrimas, enquanto você sorri em seu quintal. E se eu digo isso, é porque sorrio todos os dias no elevador enquanto me debruço sobre minhas plantinhas na varanda.

Não é questão de revolta sem causa, de reclamação sem motivo e muito menos se trata de um possível medo de sorrir. É simplesmente uma saudade de tudo que não viveu, uma vontade do que ainda tem por vir e uma necessidade do que já se perdeu. São cheiros, músicas, coisas, lugares. As lágrimas escorrem quase que sem querer, e isso é sentir e isso sim é viver. Tudo bem que como diz a melhor amiga, qualquer beliscão me põe aos prantos e qualquer depilação me faz quase desistir de ser mulher, mas até isso, até essa aparente fraqueza esconde algo de proporções imensuráveis. A questão vai além de simplesmente não querer pular no carnaval. Aqui, sentada, sem ninguém por perto ou ao lado, tenho respeitado o meu direito de solidão. Ali, pulando, no meio de toda aquela multidão, tenho disfarçada a minha doença, a minha exacerbada carência. Entre elogios, beijos e abraços eu só consigo perceber um enorme vazio, quase como se eu fosse insaciável e eu inclusive já ouvi isso algumas vezes.

Sim, eu quero experimentar todas as coisas, mas não pelo fato de ser incapaz de me satisfazer com algo e sim pelo fato de ser incapaz de me desfazer de algo, de me desfazer de alguém. Eu sei, é besteira falar hoje em dia que eu seria capaz de guardar em mim todos os momentos, mas eu seria, eu sou, eu guardo. E se você estiver lendo isso agora, não, eu não sou hipócrita. Embora eu me arrependa de muitas coisas eu te guardo em mim e são nessas horas que eu faço como todas as outras pessoas, são nessas horas que eu coloco as lembranças ruins sobre as boas para poder exercer um controle sobre os meus sentimentos. Eu não te apago de mim com borracha, eu rabisco e faço algo por cima disso. A minha memória não me permite te esquecer, então a única coisa que eu ainda posso fazer é usá-la contra você pra te odiar, pra lembrar não das vezes que brincamos de polly na escola e sim de quando você me trocou por novas amigas. Em 19 anos eu venho aprendendo a manipular a minha memória, tudo o que eu queria agora era estar fazendo trilha no seu carro amarelo com uma garrafa de vodka de frutas vermelhas, olhando pra lua e pensando ter encontrado algo pra chamar de amor eterno, já que todos tem que encontrar. Eu queria que junto com o tumor que os médicos arrancaram das suas costas, eles tivessem levado todas as coisas ruins que você fez comigo. E eu queria, no seu caso, conseguir te odiar pelo mal que me fez ao invés de te amar incondicionalmente pelo bem que nem é assim tão grande quanto nos meus cálculos. E se ela entendesse que apesar de tão diferentes somos tão iguais, talvez brigaríamos menos e sorriríamos mais. Eu só preciso parar com a minha mania de fazer tudo pelos outros achando que um dia vou ser reconhecida sem que seja preciso eu gritar. Eu queria que você sentisse a minha falta o tanto quanto eu sinto a sua e eu queria que você acreditasse em metade das coisas que você já me disse, biscoito. Eu entraria na sua toca quantas vezes fosse preciso, só pra um dia poder te chamar de leãozinho e admirar seus cabelos vermelhos. Eu escreveria novamente todas as cartas de amor, sem tirar uma palavra e sem corrigir os antigos erros de português, eu te chamaria de novo de melhor amigo, ainda que você ativasse o sleep. Eu só penso em uma pessoa quando ouço Oasis. Eu queria de volta o meu melhor amigo da quinta série ou o chatinho massagista do Mônaco. Eu queria o pluft fantasminha e todas as estátuas vivas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Equílibrio



Equilíbrio é ter melhores amigas tão diferentes umas das outras. É ter alguém tão doce quanto açucar, outra ludibriante como uma boa dose de cachaça, uma azeda e esverdeada como um limão, e aquela que é literalmente um porre. Equilibrio é transformar todas elas em uma boa caipirinha e degustar vagarosamente esperando aquele porre sem o qual você não vive.
Ser equilibrada, correndo o risco de parecer narcisista, é fazer loucuras nos fins de semana, chegar às seis, sete ou oito da manhã, beber todas caso não esteja dirigindo e, na segunda-feira sentar-se na primeira carteira, ouvindo a respiração de cada professor para garantir um lindo boletim para mostrar aos pais.
Equilibrio é comer mc donalds, pizza, bob's, maças, bananas, sucos !
É funcionar em picos, também. É pairar entre os extremos. É chorar desesperadamente, rir até sentir dores abnominais e debochar o quanto for possível da cara de quem quer que seja. \
São equilibrados aqueles que não se importam tanto com o que os outros vão pensar, mas que tem a preocupação mínima de não ferir os próximos com atitudes desnecessárias.
E tem gente que é equilibrada até no tom da pele, no tipo do cabelo e nas medidas do corpo. Nem pretinha nem branquela, nem liso nem cacheado, nem gorda nem magra...
Ser equilibrada inclui fazer pilates de manhã e jogar bola meia noite. Inclui troca de tapas e beijos em questão de segundos e, inclui ainda querer sempre evitar qualquer tipo de confusão ou atrito embora seja, muitas vezes, esquentada.
É gostar de ver T-O-D-O-S felizes, sorridentes, bem. É querer o bem do outro, independentemente de quem ele seja. É querer o mal também, vez ou outra. HAHA.
É ser louca, alucinada por crianças, é aguentar birrar, gritos e choros sabendo que não há nenhuma criatura no mundo capaz de fazer sorrir tanto quanto uma criança.
Equílibrio são domingos de praia mesclados com domingos na casa da amiga estudando, a tarde inteira.
Equilibrio é não ser nunca, em hipotese alguma, radical. É reconhecer que todo radical é burro, justamente por ele não permitir que outros lhe influenciem o pensamento.
É ser extremamente auto-confiante, a ponto de incomodar alguns. É botar fé em si mesmo, acordar quase sempre de bem com a vida e imaginar que os dias ao passarem só tendem a ser melhores. É transpirar alegria e pedir paz.

Enfim, é por essas e outras que eu tenho uma balança nas costas... Sopesando fogo e água de maneira um tanto quanto desequilibrada.

domingo, 8 de agosto de 2010

Referente a citação anterior.

Hoje a tarde eu fiquei estudando um pouco, aí me deu sono e eu escolhi um livro (cidadela) aleatoriamente pra ler antes de dormir. Eu passei muitos anos ouvindo as pessoas dizerem que amar é não esperar nada em troca, mas eu nunca fui muito a favor dessa frase. Na minha cabeça o amor estava mais relacionado à reciprocidade.
Só hoje, talvez por ser dia dos pais, é que eu cheguei a conclusão de que reciprocidade e amor estão sim relacionados mas que um é consequência do outro e não sua causa, ou seja, não se ama alguém só por essa pessoa te amar em troca, mas, ao se amar uma pessoa exatamente como ela é e por ela ser desse jeito, aí sim, ela pode te amar de volta. (ou não)
Então amar sem esperar nada em troca pode levar à sonhada reciprocidade.
Com tudo isso, eu não quero dizer nem que te amo, nem que não espero nada em troca e nem que tu me ama de volta. Eu só queria registrar esse momentos dizendo que um dia eu espero que a gente se ame verdadeiramente, e não como costumam se amar por aí. Como já cantava cazuza, "eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida, nós na batida no embalo da rede, matando a sede na saliva". E eu acho que a minha tranquilidade, a minha paz, a minha sorte e o meu sossego podem estar em ti.

Enfim...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

s2

"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."


Antonie de Saint - Exupéry

terça-feira, 22 de junho de 2010

Desabafos.

Desculpa mas eu tenho a memória muito boa, de fato. E, quando eu to triste eu pareço uma bola de neve, eu procuro sempre ficar ainda mais triste pra depois quem sabe me alegrar, o fato é que nesse choro repentino eu lembrei de algumas coisas que tu me disse.

(...)

Acontece que da mesma forma que tu odeia discussões eu também odeio gostar tanto de pessoas. Eu odeio transformar pequenas banalidades em algo importante, e eu odeio mais ainda quando transformam algo importante em pequenas banalidades, eu odeio me importar com coisas bestas, mas me importo. E não, eu não quero mudar isso. É a minha única maneira de medir sentimentos alheios.

(...)

Eu, como diz minha mãe sou muita dada. É mais facil eu gostar de primeira do que desgostar, então quando eu desgosto não é à toa. Assim como não é à toa a minha cara de desgosto. Assim como eu não entendo quando tu me perguntas: “o que foi?” já sabendo a resposta.

(...)

Eu sou amável, eu sou legal, sou fofa e divertida, eu sou carinhosa, eu sou inteligente, eu sou muito inteligente e, apesar de ficar linda de qualquer forma como tu diz, quando eu choro a minha cara fica feia, meus olhos ficam vermelhos e minha boca fica inchada. Eu posso ser fofa quando faço bico, ou quando bufo, mas eu sou incrivelmente mais linda quando to morrendo de rir. E tu diz não gostar de me ver chorando, nem eu gosto que tu me veja chorando.
Sinceramente acredito que esteja me comportando perfeitamente bem.

(...)

Eu acredito que tu goste de mim embora isso seja bastante difícil algumas vezes, eu to a alguns meses tentando te sacar, tentando saber como tu é, mas às vezes eu me pergunto se tu mesmo já te sacou e se tu mesmo sabe como tu és.

(...)

e antes de partir meu coração tu já tava com o teu próprio coração partido e talvez vazio... Eu não sou massinha de modelar, e nunca preenchi buracos e não sou a professora do amor pra te ensinar o que é gostar de novo de alguém.
Eu não queria estar te falando isso, talvez tenha doído ou não. Se doeu essa era a intenção. Eu não gosto do que eu to fazendo mas parece ser a única forma de chamar a tua atenção e de dizer que algo ta errado. Eu já te mostrei várias vezes que eu sei ser mal criada, que eu sei dar cortes, que eu sei falar coisas pra te deixar calado, que eu sei te deixar com raiva. Algumas vezes eu nem consegui nada com isso, existem coisas que não te incomodam mas que ME incomodam e mamãe sempre me ensinou A NUNCA dizer pra ninguém o que eu não gostaria de ouvir. Tu talvez sinta prazer fazendo isso com as pessoas, mas eu não sinto. Eu me sinto mal.

(...)

e, garanto que eu conseguiria colocar tudo isso na minha pasta "lixeira" caso tu tivesse dito algo capaz de substituir. Aí eu fico lendo a minha música e arrancando umas frases dela pra colocar nos meus "arquivos", depois eu leio as mensagens antigas que tu me mandava e que eu tenho anotadas num caderninho... Mas ainda assim são as cruéis que marcam, de uma maneira absurda, talvez por elas serem maioria. E a maioria costuma vencer, quase sempre. Outro dia eu disse que te obedecia, hoje já acho que isso seria uma loucura. Já imaginou se eu interpretasse ao pé da letra o teu "então me larga" ou se eu chegasse a conclusão de que de fato "somos muito diferentes e são diferenças incompatíveis" ou então se eu seguisse o tão falado amor romântico, tema de livros e filmes no qual um é loucamente apaixonado pelo outro? Para isso teria que simplesmente deletar o teu "eu não te amo, desculpa mas eu não consigo te amar" ainda que tu escreva corretamente, leia tal e tal livro e seja boa de cama, "tu gosta de mim muito mais do que eu gosto de ti".

(...)

É, talvez além de tudo tu seja manipulador. Mas eu também sou, ou pelo menos eu já fui até me apaixonar por ti.

sábado, 19 de junho de 2010

Patriotas?!

Sinceramente eu sempre me impressiono de quatro em quatro anos.
Não só com a emoção que contagia o mundo inteiro ou com o sofrimento notável de determinadas seleções que dão o sangue para garantir uma vaguinha pelo menos nas quartas de final.
Esse ano foi ainda mais especial que os outros. A copa sendo realizada na Africa é de fato algo inebriante. O sentimento daquele povo de estar sediando um campeonato mundial de futebol, de estar recebendo pessoas do mundo inteiro de poder ter a oportunidade de divulgar uma cultura e uma história marcada também por vitórias e por alegrias. Isso é sem dúvida incrível.
Não pra todo mundo, eu precebo. Para o Mc Donald's por exemplo não é.
Cá entre nós, existe algo mais rídiculo do que os Estados Unidos estarem entres os "sanduiches campeões"? Fala sério, mesmo não entendendo nada de futebol sei que eles nunca nem ganharam uma copa e suponho que nem pras finais tenham ido. Mas enfim, a concepção de CAMPEÃO é muito distinta para algumas pessoas.
Enfim, não estou aqui para falar da minha alegria de ver a África como sede da copa e nem da minha revolta para com os outros países ou o sistema capitalista. Ate porque em termos de patriotismo os Estados Unidos partem na frente, ate demais eu diria porque acabam ficando cegos. Que seja.

Esse post na verdade é pra tratar do Brasil e desse falso patriotismo brasileiro que só é visivel e paupável de quatro em quatro anos.
Eu não falo só a respeito de nós não termos amor a bandeira, ou de não usarmos verde, azul e amarelo o ano inteiro até porquê isso é meio brega. Eu falo a respeito de ser patriota mesmo, de amar e valorizar o país não só com os gols do jogadores mas principalmente com o suor derramado que a gente ainda se dá o trabalho de reclamar e falar "joguinho de merda". Falo a respeito de valorizar a cultura nao so do futebol, valorizar a musica, valorizar a arte.
Falo a respeito de valorizar os jogadores INDEPENDENTEMENTE das condições na qual eles se encontrem.
Falo a respeito de valorizar as cinco estrelas que temos estampados na camisa da seleção e de vibrar com cada passe de bola, na derrota ou na vitória sem ficar com essa mania insuportável de colocar a culpa em algo ou em alguém.
Quero desde já declarar minha admiração por Dunga. Ele é um fofo.
E declarar também minha admiração por Maradonna, e me matem se quiserem. To achando lindo a maneira com a qual ele ta tratando a seleção, não como um chefe ou um lider e sim como um HERMANO.
E já que é pra fazer declarações, quero declarar o meu amor por Ronaldinho, não pelo Ronaldo Gaúcho e sim pelo Ronaldinho, pelo MEU verdadeiro Ronaldinho, pelo FENÔMENO. Porra, imagina se tu simplesmente fosse adorado por toda uma torcida, por todo um país e devido a um problema no joelho que o futebol te trouxe tu perdesse toda a glória e inclusive o próprio nome. Aí me vem um jornalista imbecil chamar ele de gordo. Poorra, ele tá gordo sim mas ele fez mil cirurgias em cada joelho, díficil manter a forma não?!
Achei um absurdo quando me dei ao trabalho de ler a época que trata sobre os jogadores, a principio fiquei emocionada por ter uma página inteira pra ele, em seguida quase choro quando vi o leve "porém, mas, no entanto". Não existe mas, porém ou no entanto. Ele é fenônmeno, ele é o jogador que mais fez gols em copa e PONTO. Não tem que ter, "mas ele ta gordo", "mas ele comeu travesti" "mas isso ou aquilo". PORRA. me revolto.
Enfim, tenho que voltar a copa, na qual ele não está incluído e isso eu acho justo afinal ele de fato não tem condições para uma copa do mundo mas que por favor isso não anule tudo o que ele já fez, o que isso gente?
Vamos torcer, no real sentido da palavra.
Vamos vibrar, nos emocionar.

Isso foi mais um desabafo.
Beijos, jogo domingo com cerveja e amendoins.

domingo, 13 de junho de 2010

Retorno.

É, nota-se que eu passei exatamente seis meses sem postar.
Durante esses meses estava eu, muito feliz, cursando o segundo período.
Não, não é coincidência. Esse período me tomou de fato muito tempo.

Além da faculdade, muitas outras coisas aconteceram de marcante na minha vida.
Esse post não é nada de mais. Só estou anunciando a minha volta a ninguém que lê os meus posts.
Enfim, beijos e queijos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Argh.

To cansada. Saturada. Estressada... E muitos mais "adas" que você possa imaginar.
Tive uma semana punk de provas na faculdade, todos os dias desde segunda-feira. Acordando às oito da manhã, dormindo depois de meia noite, vagando pelos corredores daquela undb e me enchendo de taças de café e copos de suco de laranja com clube social.
Final de semana, eba. Eba é uma ova. Minha sexta terminou uma merda. E apesar de haver estado com muitas pessoas era como se eu não estivesse com ninguém. Sabado a tarde inteira fazendo uma prova de 90 questões super estressante e cansativa. Papai aqui. Era pra ser legal caso ele não fizesse questão de me mostrar que eu não sou prioridade.
Holiday com mamãe e namorado, festinha de criança, queria docinhos mas fiquei só com as jujubas. Queria abraço, tive que me contentar com o pinguim.
Domingo ainda pior, prova ainda pior, não deu tempo de responder as últimas 15 questões. Que fique claro que odeio o flamengo e os flamenguistas. Por conta deles eu fiz minha prova ao som de fogos de artificio e "vencer, vencer, vencer". Aí fui chutando entre C de chatice, e E de enfurecimento.
E ainda sou julgada incompreensiva.
Ainda bem que Alice entre uma gofada e outra é capaz de me entender. Que fique claro que amo bebês, e que Alice é ainda mais amável que qualquer um dos bebês que existem.
Amanhã é meu último dia de aula, espero. Prova de filosofia e ainda não estudei nadinha. Mas qualquer coisa eu parto da ideia de Marx que afirma que os seres humanos são estudados a partir de conflitos e contradições e que, quando não há conflitos, há algo de errado.
Decidi também não estudar. Me dedicarei a piscina e ao sol.
Pretendo passar a semana me divertindo com Almodóvar, durante esses últimos dias foi o que me deixou mais feliz. :D

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Se quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo.

Não que eu seja a melhor filha do mundo, a irmã mais legal, a aluna mais exemplar ou a namorada perfeita... Ear se bem que minha mãe, meu irmão, meus professores e meu namorado me dizem isso todos os dias. Huum, to de brinks.

Como já diziam os meninos do tráfico, a realidade da vida é que o bagulho é doido. E olha que é mesmo. O ano está no fim e com ele se vai uma série de metas alcançadas, uma série de sonhos não realizados, uma série de tempo desperdiçado em besteiras ou em muitissimo estudo. Se vai também o primeiro de dez períodos da faculdade, e isso me deixa bastante feliz.
Tá tudo bem que só são cinco meses, e que nem tem como se fazer um estrago tão grande, mas sei lá to feliz, satisfeita comigo mesmo, realizada e coisa e tal. Eu sei, eu sei, é só um período e é só o primeiro mas eu tenho o direito de estar feliz, não?
To começando a acreditar que esses dias sem dormir, essas inumeras canecas de café sem açucar, essa tosse alergica e essa vista cansada estão valendo as pena.
É muitissimo bom ser reconhecida pelo próprio esforço, e não é querendo bancar uma de politicamente correta, nerd, cdf ou qualquer coisa do gênero, mas sei lá acho que seria muito chato receber um 10 que não fosse meu, que não fosse pelo meu esforço, pelo meu estudo, pelas minhas pesquisas e pelas minhas horas de sono perdida. Claro que aqueles que utilizam da esperteza possuem ótimos argumentos, afinal de contas não é nada saudavel cultivar olheiras, desabotoar o sutiã e sentir caimbra nas nadegas correndo o risco ainda de tirar um 8. Mas é como eu disse pra um amigo meu que largou o curso no oitavo periodo, tudo o que passou, ficou na cabeça, e mesmo parecendo papo de pai, isso é a pura verdade.
Não, eu não lembro a leis dos gases, não lembro as formulas do trabalho e muito menos os conceitos de relevo, chuvas orograficas e derivados. Aquilo tudo não foi conhecimento adquirido, foi apenas conhecimento absorvido e depois expulso. Assim, como uma esponja seca, que absorve a agua e depois a expulsa, voltando a estar seca.

Ok, entendam que não consigo quase digitar.
Acho que já passou da minha hora.
:D

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Agora eu era o rei...


É, pensei que talvez esse dia nunca chegaria.

Pensei que talvez demoraria ainda muito tempo pra eu perceber que reis, rainhas, fadas, princesas, herois e cowboys só existem nos contos, nos sonhos, nos livros e coisa e tal.

Chega dessa fantasia maluca, e de transformar as pessoas em fantoches ou em Sims, andando pela vizinhança, aprendendo a cozinhar e a consertar coisas simplesmente lendo livros.

Chega desse controle insano, dessa necessidade em satisfações, em ligar pra ouvir uma voz ou perguntar "onde tu ta?" "fazendo o que?" "com quem?". É, ligar e ouvir vozes é legal, eu gosto, mas ninguém pergunta como estamos, em que estamos pensado e quais as cores que acabamos de ver.

E preocupar-se não é legal, mas simboliza de alguma forma um interesse, um gostar, uma preocupação de fato. (essa palavra carece de sinonimos). Mas enfim, quanto a isso o dia ainda não chegou. No quesito preocupação ainda sou refém. Não acredito muito no individualismo das pessoas. E há quem discorde comigo. Detalhes me afetam.


É, pensei que esse dia nunca chegaria.

Sabendo também que de alguma forma ele cheogu, e foi embora. Assim como tudo e todos que chegam e que se vão, que passam e que ficam, que ficam e ficam e ficam e que fazem o tal do sempre parecer real e alcançavel.

Eu não acredito que isso seja mera questão de ilusão, ou de paixão cega ou coisa e tal. Acredito no amor, nele sim. Tá que falar de amor é ao mesmo tempo simples e complicado. Tai, acho que o amor é um tanto quanto individual, a não ser que você ache perfeitamente natural e compreensivo o amor que sua mente sente por você, e que você nem que quisesse poderia retribui-lo e ela nem busca essa retribuição. Ela busca o seu sorriso, e só.

Por essas e por outras que o amor é só e completo em si mesmo. Ele não precisa de declarações, de enfeites, de fantasias, de dedicação, atenção. Ele só precisa existir, só. E a partir disso ele se torna auto-suficiente e não acaba e, se acaba, não era amor e, se era amor não se acabou.

Essa tal reciprocidade que atribuiram ao amor, segue a linha filmes americanso e clichês.

Tá, também não quero aqui voltar ao trovadorismo e morrer por um amor impossivel. Não, até pq não existem amores impossivel, inexequiveis talvez, mas impossiveis não.

Enfim, chega também dessa longa discussão sobre o amor. Isso enjooa às vezes.

Meu celular está no colo, e eu estou esperando ouvir um tal "every time I think of you..."

Simplesmente não dá pra não esperar. E isso sim seria concretizar o individualismo das pessoas.


É, pensei que esse dia nunca chegaria.

Mas vai chegar um dia.

Vai chegar e mostrar tudo o que os outros dias não mostraram.

E mais uma vez eu vou acreditar ter amadurecido anos, ter aprendido rios, ter compreendido céus. Quando naa verdade não passei do segundo bloquinho do caminho até a casinha lilás com um vitral na porta e tulipas na janela.

O que me leva a crer que, caso eu pise no bloquinho errado, ou mude a cor da brincadeira o final do caminho não será a casinha, mas sim uma arvore grande e forte, ou um rio fundo e sujo...

Por isso que eu costumo andar olhando um pouco para o chão.

O caminho sempre parece mais dificil quando sabemos pra onde queremos ir, se não sabemos simplesmente caminhamos, indo por onde há paisagens bonitas ou galhos secos ou muros pichados e onde cansarmos de caminhar, é onde chegamos. E é assim, fácil e simples. E sempre será impressionante, surpreendente, já que não estavamos com nenhum lugar em mente.

Basta saber onde queremos chegar pra tudo ficar complicado e ter aquela coisa de virar a esquerda na hora certa, de dar tantos e quanto passos, parar pra descansar antes do anoitecer, de seguir reto mesmo estando com medo.

E ainda assim eu prefiro chegar a casinha lilás.


Era tão linda de se admirar, que andava nua pelo meu país.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Todos los dias...

Son dias de fiesta.

Tá, eu não levo isso tão a sério. Poderia gastar certo tempo definindo algumas caracteristicas minhas, mas pra mim isso sempre foi bastante complicado e simples ao mesmo tempo. É que eu acredito que as pessoas são mutaveis, mudamos de acordo com as fases da lua, com as notas que tiramos na escola ou na faculdade. Mudamos de acordo com o nosso ciclo de amizades, com os lugares que frequentamos, que frequentavamos e que jamais imaginariamos que frequentariamos. Mudamos nosso estilo de roupa de acordo com revistas ou com novelas, e aquelas das que são contra modinhas e ditaduras de beleza (eu) acabam mudando o estilo se esse vira moda. Mudamos a cor do cabelo, o comprimento, a cor das unhas, o comprimento.
Dessa forma, acho que a única coisa um tanto quanto imutavel em mim é a minha adoração pelas letras, pelas palavras e coisa e tal e o fato de eu falar falar e falar o tempo inteiro. Só que se autodefinir de maneira diferente a cada semana é um pouco complicado. E bastante mal interpretado.
Por isso que não gosto de ler biografias, acho todas elas falsas e mentirosas. Começar a escrever sobre a vida de alguém depois que o mesmo já passou dos 40 ou já está a 7 palmos do chão é algo que eu considero intrigante e ao mesmo tempo incrivel. Admiro os escritores de biografias, eles conseguem transformar pessoas de verdade em personagens de contos de fada ou historinhas de terror. Uma biografia para chegar perto de boa precisaria ser escrita inicialmente pelos pais, posteriormente pelos irmãos e pelas "tias" da escola, depois pelos amigos da adolescencia, companheiros de trabalho, de cama, de estudos, de farras. Pelo chefe, pelos funcionarios. E, por aí vai... Uma só pessoa não é capaz de conhecer completamente a outra, exceto no caso de alguns gemeos, é tai...
O papo não é esse, mudo de assunto, gosto de roxo.
Acho que se um dia eu escrevesse um livro, só mesmo eu e alguns dos meus entenderiam. Eu trato textos como conversas cotidianas, um assunto puxa o outro que leva a mais algum e de repente passamos de botões à flores. (e não botões de flores)
Infelizmente também é dessa forma que funcionam as brigas, como se fosse uma bola de neve que vai ficando cada vez maior, e cada vez mais pesada, aí vai destruindo tudo pelo meio do caminho, e quando chega lá embaixo mata, na maioria das vezes, o amor.
Eu lembro que outro dia, num desses meus passeios pelas livrarias eu vi um livro de auto ajuda (odeio) cujo titulo era: "não faça tempestade em copo d'agua". Tá, talvez o que tenha escrito lá dentro não seja de todo uma grande porcaria, e muitas pessoas acreditam nessa "filosofia de vida" inclusive minha mãe e terceiros que me cercam.
Ora, nunca vi coisa tão imbecil. Pensem comigo, uma tempestade em um copo de agua vai no máximo quebrar o copo, afogar algumas formigas que rondavam por ali e lambuzar um pouco a superficie no qual estava. Entratanto quais são os danos de uma tempestade em um oceano? Ela, assim como a bola de nove, destroí tudo, inclusive o amor.
Outro exemplo um tanto mais facil de ser aplicado: Você odeia ser cutucado, e de repente teu amigo te cutuca... Mas, pra quê tempestade em copo d'agua? Ele é seu amigo lê seus pensamentos saaaaaaaaaaaabe que voce odeia ser cutucado então melhor não falar nada. Tá.
Aí ele repete isso outra vez, e depois outra, e outra. E você, leu o livro, ouviu a mamãe e sempre mantém a calma. A não ser que você seja um Gandhi vai chegar um momento em que o simples "cutuque" do individuo vai assemelhar-se a um soco, e é nessa intensidade (na de um soco) que você revidará. Ou no minimo vai chamar ele de idiota e dizer "porra eu odeio que me cutuquem seu filho da mãe e tal e tal". Parabéns, você não fez tempesatade em copo d'agua, apenas iniciou uma discussão que vai terminar com um "porra tu lembra que em 1908 tu me disse que não gostava do meu cabelo?".
Tudo isso poderia ser evitado se você dissesse, "ei cara, eu não gosto que me cutuquem". Simples e suave como uma tempesatade em copo d'agua. Se ele repetisse, você repetiria. Não espere que as pessoas tenham memória tão boa quanto a sua...
Trate todos aqueles que repetem bobagens como crianças inocentes. "não coloque o dedinho na tomada que dá choque", "não coloque o dedinho na tomada que dá choque", "não coloque o dedinho na tomada que dá choque". Das duas uma, ou ele vai entender, ou vai levar um choque. Caso aconteça a segunda opção, não vai rolar tempesatade alguma, bola de neve alguma. Ele sabe que foi avisado, sabe que fez a coisa errada e vai haver no maximo um doce pedido de desculpas.

To acostumada a ser taxada de reclamona, de estressada e de tal e tal... Mas no fundo isso é bom, assim é bem dificil alguém conseguir de fato me magoar. Eu trato de informar a quem quer que seja, onde pode e onde não pode enfiar o dedinho fazendo algumas tempestades em copos de agua.