
Tá tudo bem, é fato que na maioria dos blogs, diários ou cadernos alguém já desabafou ter a vontade de sumir, de se matar, de desaparecer por uns tempo. Sorte os que tem o dom de escrever, pois, dessa forma, mesmo que os motivos para que eles sumam nem sejam tantos eles acabam tornando-se mais convicentes do que, por exemplo, a vontade que um menininho de 6 anos pesando uns 10 quilos sem saber soletrar o próprio nome teria.
Enfim, eu to num desses momentos suicidicos, mas, acho que isso é uma total covardia e um egoismo descomunal. Começando pelo fato de estar jogando fora algo que por mais que tu não tenhas pedido te foi concedido e, presente é presente. Depois vem aquela coisinha que vale pros mais cristãos e tal, a vida é um dom, é um mérito e o nosso maior dever é simplesmente vive-la, seja do jeito que for contanto que não a agridamos de forma alguma. E, tem também o fator egoísmo, esse sim me deixa mais emputecida com esse idiotinhas que resolvem se matar, isso porque não há quem viva sozinho nesse mundo, a gente sempre ta cercado de várias pessoas que podem ou não estar diretamente ligada conosco, e, se matar é ser egoista com essas pessoas. Por mais que tu venha com aquela balela de que ninguém te ama, ninguém vai sentir tua falta e coisa e tal, o teu suicidio vai abalar nem que seja só um pouco, o cara que te encontrar de pulsos cortados no banheiro ou, ainda pior, uma porção de moradores de um edificio caso tu te jogues, e, vai abalar também aquelas pessoas que já estão acostumadas a viver as tuas custas...
To puta, eu nunca consigo filtrar meus pensamentos, não consigo expo-los de forma organizada e coerente, mas enfim, esse um texto mais meu do que seus. É algo parecido com o que eu sempre penso quando to com vontade de sumir. Tá, eu não tenho lá grande importancia pro mundo, e, caso eu me matasse o máximo que poderia acontecer é passar no jornal do estado, visto que moro num finzinho de mundinho (ou começo, depende do ponto de vista). É claro que ia abalar meus amigos, os poucos que ainda tenho e depois de morta eu até teria uns novos que pra ter o que contar na escola iam se lembrar daqueeeele dia que me encontrou na praia e do quanto eu era uma menina extrovertida e feliz. Aí teriam também os revoltados (de certa forma, corretos) que, mesmo sem me conhecer me chamariam de louca, de idiota, diriam que eu tinha TUDO e que não soube dar valor e diriam também que tem várias pessoas que passam por mais dificuldades do que eu e coisa e tal... Aí por último, os compreensivos, que entederiam a minha decisão, que se tornariam donos da minha vida em questão de segundos e que poderiam falar a quem quisesse o meu jeito nu e cru como se fossem totais conhecedores da minha vida...
É, e como eu não gostaria de dar o gostinho de estar na boca do povo por um ou dois meses eu prefiro continuar aqui, vivinha, doa a quem doer. E acho que só quem sente dor comigo, sou eu mesma.
Falando em dor, ontem eu finalmente voltei a pista e patinei por um longo periodo de tempo, tinha até conseguido esquecer certas coisas até chegar a hora de voltar pra casa e, ouvir de novo toda aquela ladainha, ouvir as coisas que mais me machucam e falar o que eu sei que vai ferir os outros, e assim estão os meus dias. Entre um lesão e outra, eu ainda tenho muito o que fazer pelas crianças da Africa.
; )
Enfim, eu to num desses momentos suicidicos, mas, acho que isso é uma total covardia e um egoismo descomunal. Começando pelo fato de estar jogando fora algo que por mais que tu não tenhas pedido te foi concedido e, presente é presente. Depois vem aquela coisinha que vale pros mais cristãos e tal, a vida é um dom, é um mérito e o nosso maior dever é simplesmente vive-la, seja do jeito que for contanto que não a agridamos de forma alguma. E, tem também o fator egoísmo, esse sim me deixa mais emputecida com esse idiotinhas que resolvem se matar, isso porque não há quem viva sozinho nesse mundo, a gente sempre ta cercado de várias pessoas que podem ou não estar diretamente ligada conosco, e, se matar é ser egoista com essas pessoas. Por mais que tu venha com aquela balela de que ninguém te ama, ninguém vai sentir tua falta e coisa e tal, o teu suicidio vai abalar nem que seja só um pouco, o cara que te encontrar de pulsos cortados no banheiro ou, ainda pior, uma porção de moradores de um edificio caso tu te jogues, e, vai abalar também aquelas pessoas que já estão acostumadas a viver as tuas custas...
To puta, eu nunca consigo filtrar meus pensamentos, não consigo expo-los de forma organizada e coerente, mas enfim, esse um texto mais meu do que seus. É algo parecido com o que eu sempre penso quando to com vontade de sumir. Tá, eu não tenho lá grande importancia pro mundo, e, caso eu me matasse o máximo que poderia acontecer é passar no jornal do estado, visto que moro num finzinho de mundinho (ou começo, depende do ponto de vista). É claro que ia abalar meus amigos, os poucos que ainda tenho e depois de morta eu até teria uns novos que pra ter o que contar na escola iam se lembrar daqueeeele dia que me encontrou na praia e do quanto eu era uma menina extrovertida e feliz. Aí teriam também os revoltados (de certa forma, corretos) que, mesmo sem me conhecer me chamariam de louca, de idiota, diriam que eu tinha TUDO e que não soube dar valor e diriam também que tem várias pessoas que passam por mais dificuldades do que eu e coisa e tal... Aí por último, os compreensivos, que entederiam a minha decisão, que se tornariam donos da minha vida em questão de segundos e que poderiam falar a quem quisesse o meu jeito nu e cru como se fossem totais conhecedores da minha vida...
É, e como eu não gostaria de dar o gostinho de estar na boca do povo por um ou dois meses eu prefiro continuar aqui, vivinha, doa a quem doer. E acho que só quem sente dor comigo, sou eu mesma.
Falando em dor, ontem eu finalmente voltei a pista e patinei por um longo periodo de tempo, tinha até conseguido esquecer certas coisas até chegar a hora de voltar pra casa e, ouvir de novo toda aquela ladainha, ouvir as coisas que mais me machucam e falar o que eu sei que vai ferir os outros, e assim estão os meus dias. Entre um lesão e outra, eu ainda tenho muito o que fazer pelas crianças da Africa.
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